O mal-estar, é o tónico da minha escrita.
Um jantar, curioso no mínimo, estranhos na sala, e conhecidos de outrora. Conversas de tasca, comida na mesa e vinho, como não podia deixar de ser.
Poema aos meus amigos... ácidos.
Os meus amigos ácidos

Orgulho de novo chefe.
Nouvelle cuisine aparente.
Indisposição temperada
À mesa dos galãs,
Os meus amigos ácidos.
Pão deixado a azedar.
Sopa de cavalo viçoso.
Galo cantante com todos.
Assado de abutre caseiro,
E um copo de sede
Ingerido a custo.
Antidigestivo após o jantar.
Sobremesa agridoce
Satisfaz por pouco.
Salada de palavras cruas.
Indigesto só de olhar.
Trinco-lhes o tom,
Às frias palavras.
Vomito pelos ouvidos.
Rebolo no chão.
Reacção térmica
Na quente tijoleira
Expectoro um grito!
Ninguém escuta.
Caio, no grosso molho
Derramado ao jantar.
Diluo. Furo o piso.
Tomando outro sentido,
Fujo sem ser notado.
Tiago José, 14 de Janeiro de 2006.
3 Comments:
foi uma noite reveladora, e muito, muito divertida, num tipo de comédia subtil e privada... doentia, talvez.
o jantar foi apenas o incio. vou pensar numa continuação para a próxima publicação.
aguardem... haha haha hahahaaha hAaHa..coff coff.....
deixaste-me sem palavras!!!!
bravo!!!!! :D
julie, se conhecesses os meus amigos ácidos, nocturnos abutres urbanos, ainda menos palavras tinhas.
é tao bom haver personagens assim para servir de inspiração.
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